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Serj Tankian gostaria de fazer um show apenas com músicas do 'Steal This Album!'

06.11.13   Mau   Categorias: System of a Down, Serj Tankian Solo

Serj TankianEra só uma questão de tempo antes de Serj Tankian revolucionar o mundo da arte!

Ele está mudando a forma de como a arte é vista com sua exposição 'Disarming Time' em Hollywood. Com pinturas em galeria o cantor, poeta, ativista e artista, requer visitantes para baixar o aplicativo 'Eye for Sound', apontando para as respectivas peças, e ouvir junto músicas compostas por Tankian. É um inovador que experimenta fusões visuais e de áudio como nunca antes. Ela abre ao público no Projeto Gallery em Hollywood a partir de 15 de novembro até o dia 21 de novembro, das 12h até às 18.

A fim de descobrir a melhor maneira de experimentar o Disarming Time, o editor-chefe (ARTISTdirect.com) Rick Florino sentou-se para uma entrevista exclusiva com Serj Tankian sobre a galeria explicando o Eye for Sound, e muito mais. Ele também aborda perguntas sobre o System of a Down.

Como você descreveria o conceito que você está fazendo?

Bem, há muitas maneiras de descrevê-lo. Você poderia chamá-lo, "arte e música mais a tecnologia é igual a experiência." Você poderia chamá-lo "uma experiência multi-sensorial". Há muitas maneiras de explicar isso. Para mim, é ótimo que o desenvolvimento do "Eye for Sound" app tenha nos dado a capacidade de romper essa divisão entre a arte física e a música para que as pessoas possam estar em comunhão com eles ao mesmo tempo.

É muito ativo para o criador e espectador?

Yeah! O que nós estamos procurando hoje são experiências. Não é mais apenas compras comerciais. Aquelas estão disponíveis na Amazon e outros sites que você pode praticamente obter qualquer coisa no mundo. É a mesma coisa com o serviço. O que precisamos agora são experiências que nos movem. Que se trate de uma bela experiência teatral, uma experiência de arte, ou uma combinação de ambos, que é o que estamos procurando. Estamos tentando criar esse tipo de experiência. Experiência requer a participação. Não é apenas estar sentado com sua bunda, assistindo a um vídeo no Youtube de uma obra de arte com a música em execução. A experiência é você saindo e, basicamente, tendo o seu telefone celular com você. É algo que você provavelmente tenha em seu bolso o tempo todo. Você é capaz de ter uma pintura reconhecida com o seu telefone de alguma forma, ou vice-versa e você é capaz de ouvir música em seu telefone relacioná-la à pintura e ver outros conteúdos, etc. Isso é uma coisa única. A experiência da arte e da música foi feito antes originalmente por Kandinsky com composições de Schoenberg. Ele o chamou de "Sinestesia". De alguma forma nós estamos levando isso para o próximo nível com a tecnologia e tendo um artista fazendo tudo através da música, bem como as pinturas.

Como as pinturas correspondem à música? Qual é a relação? Obviamente, há uma conexão para você como o criador?

Eu escrevo a música em primeiro lugar. Então, tudo decorre da música, é por isso que esta é uma inovação tão natural para mim em alguns aspectos. Não é um alcance porque começa com a música. Cada peça que eu escrevi musicalmente eu queria ver visualmente. Eu queria criá-lo sozinho. Eu não queria contratar um amigo diretor incrível para fazer um vídeo ou qualquer coisa. Eu queria criar a visão de forma pessoal, parte do que estava desenhando as notas. Usamos relógios, por exemplo, em uma grande parte do Disarming Time são pinturas musicais expostas. O relógio tem função de indicar onde as notas deveriam ser sobre a pontuação na tela. Parte do problema é uma interpretação visual da partitura da música. Então, o resto é pintura e lançadas em um monte de coisas interessantes.

Se você está em um tom menor, isso mudaria os tons? Existe uma teoria ou é uma profunda emoção?

Está tudo relacionado emocionalmente. Se você olhar para um relógio no espaço, parece meio que um planeta gigante no meio do espaço usando um relógio. É uma música muito sci-fi [Science fiction music] soando baixo neste sentido. Se você olhar para uma pintura de cor clara, tem jazz. Há uma chamada "Jazz It Up". A música é jazz, pois existem cores brilhantes e esse tipo de vibração. Há grandes pinturas que têm um monte de composições densas, e essas são feitas com um belo piano ou pedaços de cordas. Tudo se relaciona. É como um compositor fazendo um filme. Você não teria uma parte onde alguém está sendo morto, com uma música que seguiria ele. É a mesma coisa. Eu basicamente fiz o reverso com minhas pinturas.

Qual é a melhor maneira de ver tudo isso na exposição?

Essa é uma pergunta muito boa. Eu acho que a compreensão do conceito requer esse tipo de participação. A primeira coisa que você precisa fazer é baixar o "Eye for Sound" app. Ele está disponível para o iPhone, assim como o Android. Depois de baixar o aplicativo gratuito, você terá ele em seu dispositivo. Eu recomendo trazer seus próprios fones de ouvido para a exposição também. Muitas poucas pessoas carregam seus pequenos fones de ouvido do iTunes ou o que quer que se sintam confortáveis. Caso contrário, nós vamos fornecer fones de ouvido para a experiência. Se você trazer seu próprio fone, será mais fácil, pois você não terá que esperar para a entrega dos fones de ouvido. Uma vez feito isso, as pessoas entram, e o resto fácil. Você carrega o aplicativo em seu telefone e aponta para a primeira pintura. O telefone irá reconhecer a pintura e irá trazer a música que você poderá ouvir correlacionada com a pintura, bem como informações sobre a pintura e informações sobre o artista, neste caso. Se estiver disponível para venda, haverá um botão "comprar". Você pode comprar diretamente no nosso site, se você não quiser comprá-lo lá no salão de exposição há muitas outras coisas que estamos construindo para o direto acesso com o web site. É uma experiência que alguém sozinho com o seu smartphone e fones de ouvido pode andar por aí e experimentar estas pinturas sem ninguém para ajudá-lo ou explicá-lo por lá. É quase como um museu onde eles dão fones de ouvido com dispositivos de gravação com pequenos números, mas esta usa tecnologia de reconhecimento óptico

A maioria das galerias desaprovaria todos usando seus telefones, mas isso é incentivado aqui...

[Risos] É totalmente incentivado! Queremos que as pessoas usem seus telefones na galeria. Estamos em uma época diferente. É difícil para os jovens entrarem em um museu ou galeria de exposição sem levar o seu telefone, pelo menos, algumas vezes, estão verificando mensagens, enviando um texto, ou tirando uma foto. Estamos incentivando-os a usarem seus telefones. Estamos incentivando algo que é natural para os jovens na definição de galeria. Tê-lo móvel em seus próprios telefones contribui para uma experiência maior. É realmente único. Ninguém realmente fez isso desta forma. A tecnologia tem sido usada para muitas coisas, mas ninguém colocou a música relacionada com as pinturas. Alguns museus têm usado a tecnologia de reconhecimento óptico, mas só usei para obter informações sobre os artistas e pinturas que nós temos também. Ninguém usou para ter música aparecendo em conjunto.

Como um artista, você quer que sua arte seja vista mais do que um pedaço inanimado na parede?

É verdade! Imaginei os sentidos, podemos nos comunicar como um artista ao mesmo tempo, a experiência será mais forte! Agora, é só de áudio e visual. No futuro, talvez possamos criar algo que tem mais tentáculos em termos dos sentidos físicos.

Quando essa ideia atacou você pela primeira vez?

A primeira vez que experimentei fazer qualquer coisa com a ideia de relógios e timelessness [relógio espiral] era na verdade em 2005, quando estávamos gravando Mezmerize e Hypnotize. Eu tinha conseguido um monte desses relógios gigantes e interessantes em brechós, quebrando as armações, e fazendo poesia escrita neles, feito isso dei aos rapazes e ao Rick Rubin como presentes. Usamos alguns desses temas dentro da obra de arte de Mezmerize e Hypnotize, relógios sem armações e relógios com as armações em algum lugar. Estávamos usando o simbolismo das faces do relógio para a intemporalidade. Eu tenho um monte amigos artistas e pintores. Vejo-os criar essas peças incríveis tangíveis. No mundo da música nós lutamos com a evolutiva desvalorização crescente da nossa indústria de determinadas maneiras. Não é apenas em comercialização e tudo mais, mas as pessoas simplesmente não estão valorizando a música para o que deveria ser, um pedaço de magia criativa que pode mover as pessoas e co-inspirar entre artistas e ouvintes. Eu estava tipo, "Como eu posso fazer minha música física? Como posso criar uma experiência única onde alguém não precisa fazer apenas o download de um site de Torrent? Como posso fazer isso uma experiência única?" Pensando nisso comecei a evoluir com as pinturas e a música, a ponte entre eles era a parte mais difícil. Como podemos superar isso? Será que usando alto-falantes? Usando MP3 players? Como fazemos isso? Nós fizemos com o que eu acho que é a melhor e mais moderna maneira para ser capaz de experimentar exclusivamente uma pintura musical usando o app.

O que você gosta sobre o 'Project Gallery'?

Existem muitas coisas! Quando fui pela primeira vez visitá-la, percebi que é à direita da rua da 'Amoeba Music', que é onde eu costumava sempre ir para comprar CDs. É na mesma rua de um dos meus restaurantes tailandeses favoritos. É um lugar no centro de Hollywood. Você vai adorar isso. Entrei nesta galeria, eu me virei, e fiquei tipo, "Eu sinto que eu andei por aqui muitas vezes. Conheço esta área muito bem!!" Olhei para a rua, e eu pensei: "Caralho, do outro lado da rua é o lugar onde nós gravamos o nosso primeiro CD do System of a Down!" É um edifício verde, e é literalmente do outro lado da rua. Eu pensei: "Isso é realmente especial". Isso é algo muito interessante. Estou começando algo novo do outro lado da rua de onde também eu comecei algo novo 16 ou 17 anos atrás com a música. Há uma grande quantidade de jovens. Há muito de tráfego de pedestres. Foi muito bom estar lá. Parecia o lugar certo.

Você quer levar isso para a estrada?

Eu vejo isso de duas maneiras diferentes. Um deles, como artista, eu quero continuar fazendo minhas pinturas musicais e levá-los para diferentes países e galerias. Eu estou fazendo muito mais que arte e peças, deixando outras pessoas vê-las em Nova York, Londres, Paris e em todo o mundo. Eu adoraria isso. Isso seria uma experiência incrível. O que eu também estou fazendo, eu sou a cobaia. Queremos usar a mesma tecnologia, branding [ferramenta que constrói ideias, transformando-as num sistema de percepção que envolva todos os pontos de contato com a marca] e app-"Eye for Sound" fazendo isso com outros artistas que podem pintar e fazer música. Ou outros artistas que apenas pintam e podemos correlacionar um músico que pode fazer a parte musical. Queremos usar o mesmo aplicativo e experiência para fazer exposições com vários artistas. Seria uma jornada musical muito legal para as pessoas entrarem e experimentarem essas peças com músicas e com vários artistas diferentes. Isso é o que estamos tentando alcançar com o "Eye for Sound". Ele adiciona uma camada de perspectiva multimídia de uma maneira muito fácil e útil. Não é um monte de equipamento e hardware. Queremos levar isso em museus também. É mais que uma experiência normal da galeria. É participativa!

O que tem trabalhado atualmente na música?

Acabei de voltar da Europa, uma semana e meia atrás. Eu estava em turnê por mais de dois meses. Uma turnê foi com System of a Down fazendo um monte de festivais. A segunda visita foi com a orquestra fazendo Orca e Elect the Dead Symphony em todas as noites. Fiz cerca de 29 espetáculos no total e voltei. Eu realmente não tenho tido tempo para fazer nada de novo nos últimos dois ou três meses, portanto, apenas isso.

O que você anda ouvindo?

Eu só escutei a trilha sonora do 'Homem de Aço' de Hans Zimmer ontem. Eu achei que foi muito legal. Eu escutei algumas das novas músicas do Eminem. Elas eram muito legais. É atitude! Eminem não é nada típico. Eu fui ao Silverlake Music Conservatory, evento beneficente que o Flea e Anthony Kiedis fazem em todos os lugares. Tocou Red Hot Chili Peppers e Neil Young, ambos acústicos. Foi lindo. Foi do lado de fora da casa de alguma pessoa que tinha alugado ou emprestado. Foi simplesmente lindo. Isso foi realmente impressionante.

Foi especial o show no Hollywood Bowl para o System of a Down?

Foi! Foi um show incrível. Estar em Los Angeles depois de todos esses anos e nunca ter tocado no Hollywood Bowl, foi um grande negócio para nós. Ficamos muito surpresos com o quão rápido os ingressos para o show se esgotaram e como as pessoas estavam animadas para isso. Nós tivemos um grande momento. A vibração estava lá. Como músico profissional, você pode chegar lá em cima e fazer o show como todas as noites. Algumas noites são mágicas. Não há nenhuma outra razão para isso. Outras noites não são necessariamente mágicas, mas você está tocando suas músicas bem e você está gostando. Essa foi uma daquelas noites mágicas. Foi uma daquelas noites! Poderia ter sido em qualquer lugar, mas foi definitivamente mágica. Houve uma forte e real emoção positiva acontecendo no ar.



Steal This Album! é o mais subestimado álbum do System of a Down?

Eu concordo. Na verdade, é o meu disco favorito do System por causa da diversidade e nada mais. É uma pena que não temos realmente tocado muito das músicas deste álbum. Eu sempre quis fazer um 'Steal This Album! Beginning-to-end show' [tocar todas as músicas do álbum no show do começo ao fim]. Um dia, eu vou convencer os caras para fazer isso [risos]. Ele encarna a diversidade e o espírito desta banda!

Fonte: ArtistDirect - Tradução: Mau


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