John Dolmayan seleciona os 10 álbuns que transformaram a sua vida

John Dolmayan conversou com a revista britânica Metal Hammer e citou os 10 discos que mais o inspiraram e ajudaram a criar seu estilo rítmico pessoal. Veja abaixo a lista de álbuns preferidos do baterista do System Of A Down.


Pink Floyd – The Wall

“Eu ouvi esse álbum todos os dias durante um ano inteiro, levava meia hora para ir à escola e meia hora para voltar, e quando era criança, eu tinha um pequeno Walkman com esse álbum, ouvia literalmente todos os dias. Eu amo o Pink Floyd em geral, não tanto os primeiros materiais, esses não são do meu gosto, mas uma vez que eles fizeram álbuns como o Animals me interessei. Mas, se o Pink Floyd tivesse que existir apenas para um álbum, seria o The Wall, é um disco tão inovador, comovente, que soa de todas as formas possíveis. Eu assisti o filme [de 1982] cinquenta vezes! Eu poderia falar por um dia sobre esse álbum, a profundidade da tristeza e as experiências que o fizeram! Apenas acho que Roger Waters é um gênio e este é um registro perfeito.”

Radiohead – OK Computer

“Um dos álbuns mais completos que já ouvi, outro que escutei centenas e centenas de vezes ao longo dos anos. Toda vez que ouço, ele me dá muita inspiração para o que quero fazer e diversas surpresas e novos sons toda vez que o reproduzo.”

Iron Maiden – Powerslave

“O primeiro álbum do Iron Maiden que ouvi me fez amar a banda. Me levou a uma aventura, me levou a um lugar que a música nunca havia me levado antes, nunca tinha ouvido músicas assim antes, nunca tinha ouvido vocais assim antes, a capa, a arte e o conceito são perfeitos. Quando as pessoas pensam em coias ótimas no metal, elas querem chegar nisto.”

Faith No More – Album Of The Year

“Um álbum fantástico, meu álbum favorito do Faith No More, embora obviamente eu ame todos eles. É a junção de músicas mais melancólicas, e eu gosto de músicas melancólicas, e um dos melhores vocalistas de todos os tempos cantando músicas excepcionais. Em 1998, devo ter ouvido esse álbum todos os dias.”

Slayer – South Of Heaven

“Teve um grande efeito em mim, pois é o álbum mais melódico do Slayer. Eu acho que o Slayer e o Metallica estavam no mesmo patamar quando este álbum foi lançado, mas o Metallica sempre foi mais melódico, e acho que a razão pela qual eles ficaram muito maiores ao longo dos anos é porque o Slayer abandonou a melodia e mergulhou em várias outras direções, enquanto o Metallica apenas foi mais longe sendo melódico.”

Metallica – …And Justice For All

“Tirando o fato de não haver baixo, é o conjunto mais completo de músicas que a banda já escreveu. O mais completo, o mais complexo, muitos sentimentos se passavam quanto eles haviam acabado de perder Cliff Burton. Então, eu acho que emocionalmente foi onde eles estavam no seu melhor. Mas, na minha opinião são eles na forma mais perfeita, nada pode vir antes e nada veio depois deste disco. Para mim é o ápice deles.”

Chicago – VII

“Este é um álbum especial para mim, porque meu pai costumava colocá-lo quando eu era criança no Líbano. Sentávamos no carro dele e eu imitava o baterista, é sempre uma volta ao passado no tempo que passei com meu pai. Ele me apresentou vários ótimos álbuns de jazz e, na época, Chicago era muito mais experimental, isso foi antes das coisas doidas e extravagantes dos anos 80 que eles começaram a fazer, é uma banda de jazz de verdade bastante agressiva.”

The Beatles – John’s Personal Beatles Mix Tape

“É realmente difícil escolher um álbum dos Beatles, porque tudo é ótimo. Então, vou usar um pouco de licença artística aqui e citar um álbum de compilação que apresenta tudo, desde o início da carreira até o fim. Com a minha preferência sendo o material psicodélico que eles fizeram no final de sua carreira.”

Rush – Hemispheres

“Meu álbum favorito do Rush, minha história favorita do Rush, isso é Neil Peart escrevendo letras que poderiam ser transformadas em um filme. Músicas incríveis, três dos melhores músicos da nossa geração, certamente um dos melhores bateristas da nossa época, foi uma grande perda neste ano. Não é o álbum do Rush favorito de muitas pessoas, mas é o meu apenas por causa do conceito, das letras e do alto calibre dos músicos envolvidos. Não tenho nada além de coisas boas a dizer sobre esse álbum.”

The Who – Quadrophenia

“Eu tenho que terminar com o épico; The Who. Nunca houve uma banda como The Who, nunca haverá outra banda como The Who, e foi tudo por causa de uma pessoa, e o nome dessa pessoa é Keith Moon. The Who não é nada sem ele, eles fizeram álbuns sem valor sem ele. Quadrophenia é o conceito de álbum e filme em excelência. O melhor baterista de todos os tempos, ele toca bateria do jeito que um pintor pinta, ele é um artista, todo mundo se admirou com ele, impossível de duplicar ou replicar, porque nem ele sabia o que estava fazendo! Ele fez o solo da primeira faixa até a última faixa de cada um de seus álbuns. The Who seria uma banda da Liga B sem ele.”

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