Rick Rubin conta a história por trás da música ‘Chop Suey!’ do System of a Down

System of a Down

Em entrevista concedida à Kory Grow, e publicada hoje (11) na RollingStone, o renomado Rick Rubin, produtor musical responsável por trabalhar nos cinco álbuns de estúdio do System of a Down, resumiu a sua vida de acordo com 21 das mais notáveis músicas trabalhadas em seus 30 anos de carreira.

Rubin classificou a faixa ‘Chop Suey!’, gravada em 2001 no Cello Studios, Califórnia, como um de seus trabalhos mais memoráveis. Confira abaixo a matéria.


Rick Rubin: Minha vida em 21 músicas.

De LL Cool J a Kanye West, Slayer a Tom Pretty, Johnny Cash a Dixie Chicks, o produtor reflete sobre mais de três décadas de músicas desafiadoras em seu status atual.

System of a Down, “Chop Suey!” (2001)

A primeira vez que eu vi o System of a Down, eu amei tanto, só me fazia rir. Não havia nenhum ponto de referência. Era tão incomum. É uma música pesada, mas muitas músicas pesadas soam similares. É pesada, mas é lúdica, e é realmente dançante e descolada. A emoção das performances realmente me tocou. Eu amei.

Essa música iria originalmente ser chamada de “Self-Righteous Suicide”, e a gravadora se revoltou. Era a Columbia novamente, como foi com Slayer. Eu me lembro de defender com unhas e dentes a ideia de manter o título, e a banda decidiu, “Vamos chamá-la ‘Chop Suey!’” que eu pensei ser meio divertido.

É uma música incomum porque o verso é tão frenético. O estilo é tão quebrado e incomum. É igualmente difícil de se cantar e indiscutivelmente difícil para se ouvir, mas então o refrão é essa coisa grande, crescente, emocionante, afluente e bonita. E então se chega nessa ponte incrível, “Father, father, father, I commend my spirit?/Father, why have you forsaken me?” É apenas o verdadeiro heavy, bíblico e grandioso. É tão incomum que vai entre esses versos loucos, rítmicos, explosivos até o emocionante hino final.

É apenas uma música muito incomum, e o fato de ter se tornado em um hit é realmente diferente, porque é uma música um tanto bizarra. Foi chocante quando o Serj Tankian cantou o verso para mim pela primeira vez. Foi tipo, “Você realmente quer que isso seja o verso?”. E ele respondeu tipo “Sim”. Ele amou isso. E assim se mantém. Você não tem perspectiva sobre alguma coisa como essa na primeira vez que escuta. Mas o que é mais emocionante nessa banda é como eles pegam essas ideias incomuns e executam-nas em um nível alto. Eles podem pegar alguma coisa que parece realmente esquisita e executam isso em um nível elevado, e transmitem isso tudo de uma maneira em que você enxerga como algo bonito. Força você a abrir sua mente.

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