Rick Rubin fala sobre o System of a Down

System of a Down

Rick Rubin, renomado produtor musical e mente criativa por trás do System of a Down concedeu uma entrevista ao Zane Lowe para a BBC Radio 1 do Reino Unido, onde contou suas histórias ao longo da carreira da banda. Vale lembrar que Rick Rubin foi o responsável pela produção de todos os álbuns em estúdio da banda. Confira:

ZL: Como você se sente a respeito do System of a Down?

Rick Rubin: Ótimo!

ZL: Porque essa é uma banda que eu acho que muitas pessoas que estão ouvindo ou assistindo a gente agora irá se interessar em saber como foi trabalhar com eles, pois nós temos quatro personagens na banda e personagens muito fortes que obviamente fazem isso com intensidade, de forma única. Só nos diga algumas histórias sobre o System of a Down e como foi trabalhar com eles.

Rick Rubin: Eu me lembro de quando fui ver eles tocarem pela primeira vez no Viper Room, em Los Angeles. Estava lotado, tinha 200 pessoas.

ZL: Tickets esgotados?

Rick Rubin: Esgotados!

Eu lembro que enquanto via o show, apenas ria. Eu ria o tempo todo como se fosse a coisa mais engraçada que eu já tinha visto, mas em uma boa maneira, não era rindo como uma piada. Era tão “pra cima” e tão extremo, como dança folclórica armênia com riff de Heavy Metal e… sabe, letras selvagens, polêmicas e gritaria. Era uma música louca. Geralmente músicas pesadas… muitas músicas pesadas caem na mesma coisa. Eu não vou dizer que isso é imutável porque não é, mas existem certas regras no Heavy Metal, eu diria que todos meio que seguem essas regras.

ZL: É uma base para o fãs leais…

Rick Rubin fala sobre o SOADRick Rubin: Sim. System of a Down é uma banda ‘pesada’, você poderia dizer uma banda de Heavy Metal, que não segue essas regras, então não tinha os ritmos que você escuta tipicamente, você não ouviria no ritmo do Metallica, mas ouviria no ritmo do System of a Down, “Tan dan ran dan dan” [Rubin faz referência à música ‘Forest’]. São diferentes “galopes”, é rústico em sua origem Armênia, então, eles pegaram elementos da música Folk e colocaram isso no Heavy Metal.

Em 1997, Guy Oseary, empresário dono da Maverick Records, apresentou o System of a Down a Rick Rubin que ainda sem qualquer vínculo com a banda compareceu ao ‘Viper Room’, na Califórnia, para assistir uma apresentação. Rick confiou no trabalho do SOAD e no mesmo ano firmou contrato.

Rick Rubin: E eu me lembro, naquele tempo, nunca ter ouvido algo parecido com isso. E eu posso lembrar de pessoas que realmente o amaram, fanaticamente, e pessoas que os odiaram, os odiaram! Eu me lembro de uma grande estação de rádio em L.A., era a KROQ, e o Kevin Weatherly, num programa da KROQ, me lembro dele falando “System of a Down é uma banda que nós nunca vamos tocar na nossa estação, jamais, 100%, eu não me importo com o que ocorra, isso não se encaixa na nossa estação”. E então, um ano depois, era a banda número um da rádio. Eles claramente não se encaixavam, mas eles eram tão bons que eles transcenderam sem se encaixar.

E estes são os artistas que eu mais gosto. Esses são os meus artistas favoritos. São os que realmente não se encaixam em lugar nenhum. Não existe outra banda nesse molde. Rage Against The Machine é um outro ótimo exemplo… Rage Against The Machine… eles não se parecem com nenhuma outra banda. Antes de Rage Against The Machine não existia nenhuma outra banda que se parecia com eles mesmos [referência à singularidade da banda]. E muita gente gostou deles por esse motivo. Mas essas são as bandas revolucionárias que mudam o mundo.

Vídeo da entrevista:

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