Serj Tankian sobre a possibilidade do SOAD fazer novas músicas: ‘O tempo vai dizer’

System of a Down

Em nova entrevista concedida ao site britânico NME, Serj Tankian falou sobre seu filho – homenageado em uma das faixas de seu novo EP solo, abordou assuntos sobre o futuro do System of a Down e declarou se as divergências políticas dentro da banda são obstáculos.

Ao jornalista Ali Shutler, Tankian não fechou as portas sobre as chances da banda se reunir para gravar novos materiais no futuro, porém, como tem feito nas últimas entrevistas, não deu prazos para isso acontecer.

Com um EP recém lançado, o ‘Elasticity’, Serj falou sobre seu filho de sete anos, Rumi, que ganhou uma canção em sua homenagem no novo material. O músico disse estar apresentando uma variedade de estilos musicais a ele:

Serj: “Ele adora o System e adora um monte de coisas da minha carreira solo. Ele ouve todos os tipos de música. Eu estava apresentando death metal a ele outro dia porque estivemos em um momento de ouvir Beatles por cerca de um mês e meio, então era hora do Slayer. No carro, começamos a tocar isso, Metallica, a banda Death e todas essas outras coisas. E eu digo: ‘você gostou?’. Ele responde tipo: ‘sim, eu quero mais!’. É legal apresentá-lo a diferentes tipos de música. Ele ouve hip-hop, ouve música armênia e conhece jazz devido ao Snoopy.”

Após os lançamentos de duas novas músicas em novembro do ano passado – inéditas em 15 anos, a dúvida que predomina é se o System of a Down irá lançar outros materiais. Tankian, mais uma vez, se mostrou incerto sobre o assunto e disse que o futuro dirá:

Serj: “Fazer essas duas músicas foi uma tarefa sensacional e estou incrivelmente orgulhoso dos meus irmãos do System of a Down pelo êxito. Não pensamos em nada, exceto em lançar as músicas o mais rápido possível para que elas pudessem ter um impacto físico. Isso deixou um sentimento incrivelmente bom em todos nós. Quando nós fazemos coisas que emergem, tudo se torna mais fácil do que algo pensado. Então, veremos. O tempo vai dizer.”

Questionado se há surpresa com as pessoas ainda esperando por novas músicas, o músico disse:

Serj: “Sou grato. É incrível que as pessoas estejam realmente empolgadas com uma banda cujo último álbum foi lançado em 2005. Isso é uma grande honra.”

Não é novidade para ninguém que Serj Tankian e o baterista John Dolmayan possuem ideologias e opiniões políticas contrapostas. Ao ser perguntando se essas divergências são obstáculos dentro da banda, o vocalista respondeu:

Serj: “Uma boa banda sempre tem muita dinâmica. As diferenças políticas tornaram-se públicas entre John Dolmayan e eu no ano passado durante a campanha de reeleição de Trump, mas é um fenômeno raro. John é meu cunhado, assim como meu companheiro de banda. Encontre alguém que não tenha um cunhado com uma visão política divergente e eu encontrarei para você uma família interessante.

Algumas das bandas que criam músicas mais elásticas e atrativas são aquelas que têm uma dinâmica muito interessante entre os membros. Eu não mudaria isso. É melhor do que quatro pessoas fazendo o que chamo de “música corporativa”, onde concordam em tudo e querem maximizar seus retornos. Isso é Pepsi. System of a Down nunca foi assim. Nós somos um punk rock do caralho!”

Em setembro deste ano o álbum ‘Toxicity’, o mais bem-sucedido da carreira do System of a Down, irá completar 20 anos de lançamento. Engana-se aquele que pensa que Serj Tankian irá celebrar essa data. Para o vocalista, o período de ouro da banda foi “estressante”. Ele explica:

Serj: “Nunca pensei em comemorar. Quando eu penso sobre o álbum ‘Toxicity’, não penso que sejam 20 anos e uma celebração de como foi um ótimo álbum – o que é. Penso em todo o estresse do lançamento: ‘Chop Suey’ sendo tirada do ar e censurada pela Clear Channel por causa do 11 de setembro. Meu texto ‘Understanding Oil’ [uma carta de Tankian, publicada no site do SOAD dois dias após os ataques de 11 de setembro – Leia aqui], que foi postada em nosso site, e eu tendo que ir ao programa de rádio de Howard Stern para defender minhas palavras. Estar em turnê uma semana após o 11 de setembro com ameaças loucas de novos ataques terroristas nos Estados Unidos. Quando penso em ‘Toxicity’, penso em toxicidade.”

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